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 28/08/19

                           A Natureza da Expiação de Cristo

                               Hb. 9.11-15

Int.- A Expiação não foi um pensamento de última hora da parte de Deus. A queda do homem não o apanhou de surpresa, de modo a necessitar de rápidas providências para remediá-la.

      Antes da criação do mundo, Deus, que conhece o fim desde o princípio, proveu um meio para a redenção do homem.

      Como uma máquina é concebida na mente do inventor antes de ser construída, do mesmo modo a expiação estava na mente e no propósito de Deus, antes do seu cumprimento. Essa verdade é afirmada nas Escrituras.

Ap. 13.8: E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.

- Desde a fundação do mundo, Deus já tinha planejado a morte expiatória de Cristo na Cruz do Calvário.

I Pe. 1.20: O qual, na verdade, em outro tempo foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado nestes últimos tempos por amor de vós.

- Jesus como Filho de Deus se manifestou em carne por amor de nós.

      Ele comprou para o homem a vida eterna, a qual Deus prometeu antes dos tempos dos séculos.

Tt. 1.2: Em esperança da vida eterna, a qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos.

      Deus elegeu em Jesus uma multidão de salvos antes da fundação do mundo.

Ef. 1.4: Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em caridade.

      Pedro disse aos judeus que apesar de terem, na sua ignorância, crucificado a Cristo com mãos ímpias, sem dúvida haviam cumprido o plano eterno de Deus, pois Cristo foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus.

I- A Necessidade da Expiação.

1- Sacrifício.

      O que é expiação?

- Significa que o sacrifício era a provisão na qual o pecado era coberto e a maldição e ira divina removida.

   Por causa da Queda, a Expiação foi absolutamente fundamental para que a ressurreição se realizasse e vencesse a morte física.

      A Expiação foi absolutamente fundamental para que os homens se tornassem limpos do pecado e vencessem a segunda morte, a morte espiritual, que é a separação da presença de nosso Pai Celestial.

      A Expiação de Jesus Cristo desempenha um papel central no Plano de Salvação estabelecido por Deus. Por meio de Sua Expiação, Jesus Cristo cumpriu os propósitos de Seu Pai ao redimir-nos da morte física e espiritual, satisfazendo as exigências da justiça e nos purificando de nossos pecados pessoais sob a condição do arrependimento.

      O homem não pode purificar-se a si mesmo. Nenhuma obra da lei será jamais capaz de tornar o homem justificado perante Deus. Se tiver de depender de si mesmo, o homem nunca será salvo.

      Se o próprio Filho de Deus veio a terra para salvar os homens, então os homens são pecadores e sua situação é realmente séria.

II- A Expiação no Antigo Testamento.

      Visto como centenas de anos haviam de passar antes da consumação do sacrifício perfeito, Deus ordenou uma instituição que prefigurasse o sacrifício e que fosse também um meio de graça para os arrependidos e crentes. Deus ordenou o sacrifício de animais em substituição ao homem.

Lv. 1.1-4: E chamou o Senhor a Moisés e falou com ele da tenda da congregação, dizendo:

      Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando algum de vós oferecer oferta ao Senhor, oferecereis as vossas ofertas de gado, de vacas e de ovelhas.

      Se a sua oferta for holocausto de gado, oferecerá macho sem mancha; à porta da tenda da congregação a oferecerá, de sua própria vontade, perante o Senhor.

      E porá a sua mão sobre a cabeça do holocausto, para que seja aceito por ele, para a sua expiação.

- Essa era a solução temporária de Deus, até que o Seu Cordeiro viesse.

      Os sacrifícios nos apontam certas verdades concernentes à expiação:

1- A vitima precisava ser sem defeito, o que indica a necessidade da perfeição.

2- Algumas vezes a vitima para o sacrifício não era barata, pois o pecado nunca deve ser considerado coisa banal.

3- A morte da vitima era a parte mais importante, isso nos mostra que a morte era a pena pelo pecado.

Hb. 9.22: E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão.

III- A Expiação no Novo Testamento.

      No Novo Testamento encontramos a centralidade da Cruz de Cristo. Ela é absolutamente central para a Bíblia inteira.

- Tudo quanto vem antes conduz a Cruz.

- Tudo quanto vem depois olha de volta para a Cruz.

- O sacrifício de Cristo abrangeu a todos.

Hb. 9.15: E, por isso, é Mediador de um novo testamento, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna.

      A expiação que fora preordenada desde a eternidade e prefigurada tipicamente no ritual do Antigo Testamento cumpriu-se historicamente, na crucificação de Jesus, quando se consumou o divino propósito redentivo.

- A necessidade da expiação é consequência de dois fatos: a santidade de Deus e a pecabilidade do homem.

- A reação da santidade de Deus contra a pecabilidade do homem é conhecida como sua ira, a qual pode ser evitada mediante a expiação.

- Embora reconhecessem a divina ordenação de sacrifícios de animais, os israelitas esclarecidos certamente compreendiam que esses animais não podiam ser o meio perfeito de expiação.

- Havia a grande disparidade entre um animal irracional e irresponsável e o homem feito à imagem de Deus.

- Era evidente que o animal não constituía sacrifício inteligente e voluntário.

- Não havia nenhuma comunhão entre o ofertante e a vitima.

- Era evidente que o sacrifício do animal não podia comparar-se em valor à alma humana.

Hb. 10.4: Porque é impossível que o sangue de touros e dos bodes tire os pecados.

- Jesus veio para efetuar o perfeito sacrifício.

V. 11: Mas, vindo Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação.

a) Expiação.

      A palavra expiação no hebraico significa literalmente cobrir, e é traduzida pelas seguintes palavras: fazer expiação, purificar, quitar, reconciliar, fazer reconciliação, pacificar, ser misericordioso e adiar.

      A expiação, no original, inclui a ideia de cobrir, tanto os pecados, como também o pecador.

      Expiar o pecado é ocultar o pecado da vista de Deus de modo que o pecador perca seu poder de provocar a ira divina.

- A morte de Cristo foi uma morte expiatória, porque seu propósito era apagar o pecado.

Hb. 9.26: De outra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo; mas agora, na consumação dos séculos, uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo.

- Foi uma morte sacrificial ou uma morte que tinha relação com o pecado.

- Qual era essa relação?

I Pe. 2.24: Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados.

II Co. 5.21: Aquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.

- Expiar o pecado significa levá-lo embora, de modo que ele é afastado do transgressor, o qual é considerado, então, como justificado de toda a injustiça, purificado de contaminação e santificado para pertencer ao povo de Deus.

- Uma palavra hebraica usada para descrever a purificação significa, literalmente, quitar o pecado. Pela morte expiatória de Cristo os pecadores são purificados do pecado e logo feitos participantes da natureza de Cristo.

- Eles morrem para o pecado a fim de viverem para Cristo.

- O sacrifício de Jesus revela o amor de Deus aos homens.

Rm. 5.8: Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.

- Na expiação nos mostra tanto o amor do Filho quanto nos mostra o amor do Pai.

- Deus nos amou de tal maneira que entregou o seu Filho para que morresse por nós.

- Cristo é a propiciação pelos nossos pecados.

I Jo. 2.2: E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.

- A morte de Cristo cumpriu tudo quanto os sacrifícios antigos simbolizavam, e os escritores do Novo Testamento gostam de pensar em Sua morte como um sacrifício.

- Cristo se entregou por nós em oferta de sacrifício a Deus.

Ef. 5.2: E andai em amor, como também Cristo vos amou e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave.

- O sacrifício era praticamente o rito religioso universal do primeiro século. Por isso os escritores do Novo Testamento fizeram uso disso, e empregaram a terminologia de sacrifício para destacar o que Cristo fez a favor de todos os homens.

B) A Morte de Cristo Foi Vicária.

- Vicária vem do latim e significa “Substituto”.

- Jesus morreu pelo pecado, Jesus morreu por nós.

- Jesus era o nosso representante enquanto pendurado na cruz.

II Co. 5.14: Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram.

- Deus designou um substituto na pessoa de Jesus Cristo para tomar o lugar do homem, e este expiou o pecado e obteve eterna redenção para o homem.

- A expiação vicária representa a mais elevada forma de misericórdia.

- A expiação vicária leva o homem à reconciliação com Deus e à vida eterna.

- Ler na página 49, parágrafo primeiro.

C) A Morte de Cristo Satisfez a Deus.

- Através de seu sacrifício, Cristo satisfez tanto a justiça como a lei de Deus.

- Deus, por direito, exige a pena de uma lei que foi quebrada.

- Não pode libertar o pecador até que as exigências da justiça forem cumpridas.

- Por sua morte, Cristo satisfez essas exigências.

- A justiça divina requeria a morte do ofensor.

- Cristo assumiu a nossa culpa e morreu em nosso lugar.

- Os pecados do homem foram imputados a Cristo, por isso Ele sofreu e morreu na cruz.

- Cristo foi feito legalmente responsável pelos pecados do homem, e sofreu o justo castigo em lugar do homem.

- Ao morrer por nós, Cristo satisfez todas as demandas da justiça e nos libertou para sempre de toda possibilidade de condenação ou castigo.

- Ao condenar o homem, Deus foi justo; e ao prover Jesus, Ele foi justificador.

Rm. 3.26: Para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.

D) A Morte de Cristo Promoveu a Reconciliação.

- Por causa dos nossos pecados, éramos inimigos de Deus, logo precisaríamos ser reconciliados.

- A morte de Cristo põe fim à inimizade entre Deus e o homem.

- A nossa hostilidade contra Deus foi removida pelo sangue de Cristo na cruz.

Rm. 5.10: Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida.

- O fato de que precisávamos de reconciliação significa que nosso relacionamento com Deus estava quebrado.

- Nosso pecado nos separou de Deus.

- O resultado do sacrifício de Jesus é que o nosso relacionamento mudou de inimizade para amizade.

II Co. 5.18: E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo e nos deu o ministério da reconciliação.

- Estávamos em um estado de condenação por causa de nossos pecados, mas agora somos perdoados.

- Estávamos em uma situação de guerra com Deus, mas agora temos paz com Deus.

Rm. 5.1: Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo.

- O crente salvo em Cristo Jesus, está em plena aliança com Deus.

- O que impedia o crente da sua amizade com Deus foi removido, que era o pecado, agora o crente está justificado pelo sangue de Jesus derramado na cruz do calvário.

- Hoje estamos reconciliados com Deus por Cristo Jesus.

- As barreiras que impediam a nossa amizade com Deus, foram removidas, hoje o caminho está livre para chegarmos a Deus.

- Jesus Cristo é o mediador da nossa reconciliação com Deus.

IV- A Morte de Cristo Em Três Aspectos.

- Na Apostila na página 54 nós encontramos:

- Deus em seu propósito planejou desde a eternidade que o Salvador morreria como sacrifício pelo pecado, para que pudéssemos viver.

- A morte de Cristo, foi uma morte voluntária, pois Ele entregou sua vida por nós.

- Ele foi conduzido, como um cordeiro ao matadouro.

- Ele inclinou Sua cabeça e entregou Seu Espírito.

- Por todas às seis horas de dor na cruz do calvário, Ele manteve Sua cabeça erguida. Ela não se recostou desamparada em seu peito.

- Quando Ele morreu, sua cabeça não caiu; Ele a curvou, de forma reverente e voluntária.

- Quando Jesus expirou na cruz a natureza revelou a sua importância.

Mt. 27.51,52: E eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo; e tremeu a terra, e fenderam-se as pedras.

      E abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos que dormiam foram ressuscitados.

- O propósito e o poder de Deus são muito evidentes na morte de Jesus.

Jo. 10.17: Por isso o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la.

- Jesus cumpriu o propósito de seu Pai na terra.

- O plano de Deus para a salvação da humanidade, foi cumprido por Jesus Cristo.

- Jesus é o mediador da Nova Aliança.

Hb. 12.24: E a Jesus, o Mediador de uma nova aliança, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel.

V- A Extensão do Sacrifício de Cristo.

- A grande pergunta: Jesus morreu só para os eleitos? Ou morreu pelo mundo inteiro?

- Alguns acreditam que Jesus morreu somente para os salvos, aqueles que creram nele e o aceitaram.

- Como ela fala na oração sacerdotal.

Jo. 17.9: Eu rogo por eles; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus.

- Aqui Jesus diz que não roga pelo mundo, mas somente pelos crentes.

- Dando a entender que Ele morreu somente para os crentes.

Ef. 5.25: Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela.

- Aqui diz que Jesus se entregou pela sua Igreja.

- Mas também as Escrituras falam que Cristo morreu pelo mundo inteiro.

I Tm. 2.6: O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo.

- Aqui diz que Cristo se deu em preço de redenção por todos.

- A Escritura diz que Deus trouxe salvação a todos os homens.

Tt. 2.11: Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens.

- O plano da salvação elaborado por Deus foi feito para a salvação de toda a humanidade.

- Jesus veio para morrer na cruz do calvário por toda a humanidade.

- Mas nem todos os homens aceitaram o plano de Deus e o sacrifício vicário de Cristo na cruz do calvário.

- Por isso que o sacrifício de Cristo só vale para aqueles que creem, daqueles que o aceitam como Salvador Pessoal.

- A morte vicária de Jesus Cristo foi para toda a humanidade.

- Mas só é perdoado e salvo quem se arrepende dos seus pecados e o aceita como Salvador.

- Louve a Deus que você o aceitou e alcançou a salvação eterna.

- Entre tantos bilhões de pessoas, você conseguiu abrir o entendimento e ver o plano de salvação de Deus para a sua vida.

- Glorifique a Deus e permaneça firme na presença de Deus até o fim.

- Você é a pessoa mais privilegiada e a mais feliz desta terra.

- Louve a Deus por isso.

 

 

 

 
       
 

Pr. Silvano Doblinski
Presidente da Igreja Assembleia de Deus
do Jabaquara em São Paulo - Brasil







 

 
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