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01/10/2019 

                               O Deus de Toda a Consolação

II Co. 1.3-11

Int.- Aceitamos a Cristo como Salvador para termos os nossos pecados perdoados e alcançarmos a salvação eterna. E nesta jornada de fé em direção ao céu não vamos ter uma vida de mar de rosas.

Jo. 16.33: Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.

      Jesus Cristo aqui nos diz que teremos aflições neste mundo como servos de Deus.

- Como crentes não estamos imunes a passarmos por aflições na vida.

      O exemplo foi o povo de Israel na jornada no deserto em direção a terra prometida, eles passaram por muitas aflições: falta de alimento, falta de água, calor insuportável, inimigos no deserto; mas Deus deu vitória em todas as aflições.

      Da mesma maneira o crente enfrenta lutas e provações nesta vida, mas Deus nos dá vitórias em todas elas.

Sl. 34.6: Clamou este pobre, e o Senhor o ouviu; e o salvou de todas as suas angústias.

Sl. 34.19: Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor o livra de todas.

- Aqui Davi está dizendo que Deus livra o justo de todas as aflições.

- Não tem problema ou situação difícil que Deus não possa resolver.

- Primeiro as aflições fazem parte do amadurecimento do crente.

- Eu sempre falo que o crente cresce no deserto.

- O povo de Israel aprendeu a cultuar a Deus nos quarenta anos que passaram no deserto.

- Quando eles iniciaram a jornada, eles não sabiam as leis de Deus, e nem como servir a Deus.

- Foi no deserto que eles aprenderam a servir a Deus.

- As aflições fazem parte da vida de fé do cristão.

- O apóstolo Paulo enfrentou inúmeras aflições na sua vida como servo de Deus.

II Co. 11.25: Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo.

- Mas em todas essas aflições Paulo foi consolado por Deus.

- Deus não abandonou o seu servo em nenhuma delas.

- Deus o confortou e lhe deu esperança no coração.

I- A Gratidão Pelo Consolo de Deus.

V. 3: Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação.

- Aqui Paulo expressa a sua gratidão pelo conforto que ele havia recebido de Deus com relação à igreja de Corinto.

- Aqui Paulo fala o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação.

- Entre os versículos 1 ao 8 a palavra consolo aparece oito vezes: consolar no sentido de colocar-se ao lado de alguém, chamar para o consolo, confortar, animar, encorajar e a palavra tribulação e derivadas aparece 7 vezes.

- O apóstolo Paulo usa três palavras gregas com o mesmo sentido, ou seja, sentido de angústia, aflição, tribulação, sofrimento, infortúnio, atribulado, circunstâncias difíceis, dificuldades, problemas, pressões e conflitos.

V. 3: O Deus de toda a consolação.

      Este é o tema desta ação de graças de Paulo. Paulo havia aprendido que Deus é consolador por excelência.

- Em muitos episódios do Antigo Testamento, Deus apresenta-se como um consolador.

- Aconteceu com Moisés, Josué, Elias, Isaías.

- Para relatar isto aos coríntios o apóstolo Paulo apresenta três pensamentos:

1- Deus Nos Consola Para Consolarmos os Outros.

V. 4: Que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados de Deus.

- Paulo aprendeu que Deus o consolou em todas as suas angústias e tribulações para que num futuro muito próximo ele consolasse outros.

- Deus, na sua infinita graça, foi capaz de transformar as lutas e dificuldades de Paulo em bênçãos para ele e para todos os cristãos.

- Em outras palavras, Deus faz o mesmo conosco: nos conforta para que confortemos outros e com o mesmo conforto que recebemos de Deus.

I Ts. 5.11: Pelo que exortai-vos uns aos outros e edificai-vos uns aos outros, como também o fazeis.

- Numa outra versão diz: Confortai-vos e edificai-vos uns aos outros.

2- Jesus Cristo é o Conforto dos Cristãos.

V. 5: Porque, como as aflições de Cristo transbordam em nós, assim também nossa consolação transborda por meio de Cristo.

V. 6: Mas, se somos atribulados, é para vossa consolação e salvação; ou, se somos consolados, para vossa consolação é, a qual se opera, suportando com paciência as mesmas aflições que nós também padecemos.

- Paulo diz que os sofrimentos de Cristo foram motivos de consolo para ele, pois se Cristo sofreu e angustiou-se ele também estaria propenso a passar pela mesma situação.

- Os sofrimentos de Paulo serviram como consolo para os sofrimentos dos coríntios e de todos os cristãos, pois se o apóstolo dos gentios sofreu e enfrentou tribulações porque os demais cristãos não passariam pela mesma situação?

- Em outras palavras, os sofrimentos de Cristo consolaram Paulo; os sofrimentos de Paulo consolaram os cristãos coríntios; os sofrimentos dos coríntios consolaram outros e assim por diante.

- Será que você já pensou que nossos sofrimentos, lutas e dificuldades podem servir de consolo para outros cristãos que passam por situações parecidas?

- Os sofrimentos de Jó são para nós um conforto quando passamos por situações parecidas.

- O seu sofrimento me consola; e o meu sofrimento te consola.

- Paulo relata que na Ásia passou por uma provação que foi além do que ele poderia suportar e ele próprio já havia concluído que não superaria tamanho sofrimento.

- Paulo havia sido condenado à morte e estava além de suas forças libertar-se, mas ele confiou em Deus.

V. 9: Mas já em nós mesmos tínhamos a sentença de morte, para que não confiássemos em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos.

V. 10: O qual nos livrou de tão grande morte, e livrará, em quem esperamos que também nos livrará ainda.

I Co. 10.13: Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que vos não deixará tentar acima do que podeis; antes, com a tentação, dará também o escape, para que a possais suportar.

- Deus não permite que venha sobre o crente uma aflição maior que ele não possa suportar.

3- A Tribulação Mostra a Fragilidade do Cristão.

- Paulo entendeu que as lutas e dificuldades pelas quais passou teve um efeito pedagógico na sua vida: aprendeu a confiar em Deus e não em si mesmo.

- Aprendeu que Deus, o Consolador, está sempre presente usando as situações da vida para tratar com seus servos.

- Esse texto nos faz lembrar que o cristão é humano e, como tal, apresenta as fragilidades da vida humana. No entanto, pela Graça de Deus estas fragilidades podem ser superadas, sem que a pessoa seja rejeitada, pois nada poderá nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus.

Rm. 8.39: Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Conclusão:

      Podemos tirar as seguintes conclusões acerca da mensagem de Paulo nesta ação de graças:

1- As provações têm um efeito positivo na vida do cristão e não negativo, como muitos pensam.

2- As provações não são castigos de Deus, mas sim a oportunidade para que seus servos sejam preparados para cumprirem os desígnios de Deus.

3- As provações não são sinais de fraqueza dos cristãos, mas sim evidências da fragilidade e oportunidade de salvação para muitos.

4- Quanto mais provado o cristão, mais experimentado ele fica do consolo e a da Graça de Deus.

II Co. 12.9: E disse-me: A minha graça de basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.

- Paulo tinha um espinho na carne e pediu por três vezes para que Deus tirasse dele.

- Mas Deus disse para Paulo: “A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”.

- A graça de Deus é suficiente para nos confortar e nos fortalecer nas fraquezas.

II Tm. 1.7: Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação.

 

 

 
       
 

Pr. Silvano Doblinski
Presidente da Igreja Assembleia de Deus
do Jabaquara em São Paulo - Brasil







 

 
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