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CORRESPONDÊNCIA MISSIONÁRIA
Madrid - Espanha
Como eu sei que sou chamado por Deus?
(Versão completa)
Durante estes quase 25 anos que estou envolvido
na Obra Missionária escuto muitos irmãos
falarem: “Se eu for chamado por Deus eu irei!”
Porém, nunca vi estes irmãos interessados
realmente em ser chamados por Deus. Será que é
necessário um toque muito, mas muito especial
para ser chamando? Pode ser. Mas quando lemos a
Bíblia encontramos muitos homens sendo chamados
por Deus e até hoje Deus continua chamando e
usando maneiras diferentes com cada um, para
atenderem Sua voz e saírem ao Campo Missionário.
E para isso tem que ser um super-homem.
Eu sei que neste momento entra a duvida, o medo
do futuro e também a estabilidade material,
familiar e etc. Mas será que são loucos os que
atenderam ao chamado e foram? São anormais e
imprudentes aqueles que estão muitas vezes
arriscando suas vidas e deixando de construir
(materialmente falando) algo para seu futuro ou
para sua família? O homem na verdade vive
preocupado em fazer seu próprio ninho. E cada um
que atende o chamado de Deus tem que realmente
calcular o preço, assim como em toda nossa
decisão que tomaremos em nossa vida. E na Obra
Missionária não é diferente. Luc 14:28-29 diz:
“Pois qual de vós, querendo edificar uma torre,
não se senta primeiro a calcular as despesas,
para ver se tem com que a acabar? Para não
acontecer que, depois de haver posto os
alicerces, e não a podendo acabar, todos os que
a virem comecem a zombar dele.” E o segredo para
aqueles que atendem ao chamado de Deus devem ter
alguns passos importantes de preparação antes da
ida para o campo missionário, pois é uma alegria
e privilégio fazer a obra do Senhor.
1° - Ter uma vida de intimidade com Deus a ponto
de olhar para beleza de Sua face. Isa 6:1: “No
ano em que morreu o rei Uzias, eu vi o Senhor
assentado sobre um alto e sublime trono, e as
orlas do seu manto enchiam o templo.” O profeta
Isaías no dia que viu a face do Senhor e toda
beleza de Sua glória, se entregou de tal maneira
que não se importou com a missão árdua que teria
pela frente, a ponto de custar sua própria vida.
E por aquela riqueza celestial que viu no templo
valeria à pena perder toda riqueza deste mundo,
conforto e bem-estar.
Hoje muitos estão orando e até mesmo quase
morrendo de tanto orar por esta riqueza material
deste mundo. Se o esforço fosse na mesma
dimensão para sabermos o que Deus quer de nossas
vidas, creio que descobriremos o quão ricos
somos quando buscamos a intimidade com Ele e
vivemos de maneira prática a face Dele em nossa
vida.
2. Servir ao Senhor por gratidão. Muitos estão
servindo ao Senhor para conseguir algo em troca
tanto dos homens como de Deus. Muitos pagam o
dízimo esperando receber o troco ou o dia que
ficarão ricos. E quando reconhecemos que
estávamos perdidos e sem condição nenhum de
receber esta grande Salvação, nossa maneira de
viver para Deus tem que mudar. Hoje muitos estão
barganhando com Deus e até mandando em Deus.
A conversão genuína vem de um coração
arrependido porque Jesus perdoou seus pecados,
livrando-os da condenação eterna e não porque
melhorou sua vida econômica. Fomos chamados para
servir a Ele, porque Ele já nos serviu e nos deu
o que era mais importante para nossa vida. E
quando uma pessoa tem gratidão por tudo que Deus
fez por ela espiritualmente, será grata servindo
ao Senhor em qualquer lugar. Afinal, já ganhou o
mais precioso que é a Vida Eterna.
Também há aqueles que servem nas igrejas apenas
para receberem consagração e posição e depois
que conseguem, deixam de servir a Deus por ter
alcançado o que queria. Outros quando não são
consagrados em determinada igreja, pulam para
outra até alcançarem a consagração. E ainda
existem aqueles que chegam ir para o campo
missionário para ser consagrado de missionário e
depois que conseguem, arrumam as malas e
retornam para casa. E também tem aqueles, como
já vi aqui na Europa, que apenas fazem algumas
viagens para Europa e EUA e retornam ao Brasil
dizendo que são pregadores internacionais,
chegando até mesmo afirmar que pregar na Europa
aumenta ponto no currículo dele.
Outro dia fui buscar um missionário no aeroporto
e quando chegou em casa ele abriu a maleta e
mostrou todos os diplomas que tinha conquistado
até aquele momento. E eu disse para aquele irmão
que ele podia guardar seus diplomas não seriam
usados naquele momento, pois tudo que ele tinha
que fazer aqui na Espanha era é ser grato a Deus
por tudo o que Ele lhe deu. Sl. 103:1-6:
“Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que
há em mim bendiga o Seu santo nome. Bendize, ó
minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de
nenhum dos Seus benefícios. É ele quem perdoa
todas as tuas iniqüidades, quem sara todas as
tuas enfermidades, quem redime a tua vida da
cova, quem te coroa de benignidade e de
misericórdia, quem te supre de todo o bem, de
sorte que a tua mocidade se renova como a da
águia. O Senhor executa atos de justiça, e juízo
a favor de todos os oprimidos.”
‘ 3. Ser trabalhador. Uma vez um irmão me
procurou dizendo que queria ir ao campo
missionário e a primeira coisa que perguntei a
ele foi quanto tempo ele tinha de trabalho
secular. Quando me falou, eu fiz as contas da
idade dele e o tempo de trabalho e cheguei à
conclusão que aquele irmão não gostava de
trabalhar. E disse pra ele que não o via nos
trabalhos de evangelismo nem em outros trabalhos
da igreja.
Muitos pensam que o campo missionário é para
fazer turismo ou para descansar. Estão
totalmente enganados.
(Continuação)
Antes de sair para o campo, os Pastores devem no
mínimo ver se aquele que vai é um irmão que
trabalha em serviço secular.
Se for um jovem, tem que estar estudando ou
concluído seus estudos, atuar nos trabalhos da
igreja, pois a igreja local é a primeira escola
de missões onde o candidato tem que dar sinal
que realmente é chamado por Deus. Muitos dizem
que tiveram a visão de sua chamada, mas sua vida
não corresponde com sua visão para trabalhar
para o Senhor.
4. Submisso a autoridade. Se o obreiro que não
aprendeu na prática a submissão e não entende
esta matéria, perderá muito em sua vida e terá
muitas frustrações em sua igreja local e até no
campo. Este é um dos temas importantes que a
igreja deve observar naqueles que estão sendo
chamados. Ser submisso é saber que Deus está no
controle de sua vida e que no tempo certo Ele
agirá para que tudo se concretize. É a maneira
mais pratica de dizer que obedecemos a Deus.
5. Ter uma vida cheia do Espírito Santo. At.
13:2-3: “Enquanto eles ministravam perante o
Senhor e jejuavam, disse o Espírito Santo:
Separai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que
os tenho chamado. Então, depois que jejuaram,
oraram e lhes impuseram as mãos, os despediram.”
Quando temos uma vida cheia do Espírito Santo
escutamos Sua voz sobre o que Ele quer de nós e
como quer nos usar. Escutamos Sua voz suave e
poderosa que nos incomoda a colocar em prática
aquilo que temos escutado e não será uma utopia,
mas uma realidade de vida.
Uma vida cheia do Espírito Santo nos faz
produzir o fruto do Espírito. Gl. 5:22-25: “Mas
o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz,
longanimidade, benignidade, bondade, fé,
mansidão, temperança. Contra estas coisas não há
lei. E os que são de Cristo crucificaram a carne
com as suas paixões e concupiscências. Se
vivemos em Espírito, andemos também em
Espírito.”
Como resistiremos a voz do Espírito Santo se
estamos à Sua disposição? Oraremos pensando que
Deus não sabe das necessidades, ou oraremos para
fazer parte do plano de Deus? Creio que esta
última é a maneira correta de se orar. Que
possamos nos envolver nos planos de Deus e não
querer que Deus se envolva no nosso, pois nossos
planos muitas vezes são egoístas.
6. Colocaremos o reino de Deus em primeiro
lugar. Mat. 6:33: “Mas buscai primeiro o seu
reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos
serão acrescentadas.” Sabemos este versículo de
memória, mas de prática temos muitos obstáculos
para colocá-lo em prática.
O reino que formamos dentro de nós com tantos
valores, conquistas materiais e sentimentais,
muitas vezes não nos deixa colocar em primeiro
lugar o reino de Deus e para Ele damos a sobra.
Muitos estão lutando todo o tempo para realizar
e montar seu reino aqui na terra. E quando
chegam no final da vida se alegram por terem
montado seu reino, enquanto outros se frustram
por não conseguirem.
Porém, quando estivermos diante de Deus nenhum
esforço que fizemos pelo reino material terá
valor. E nossa realização está em ver o reino de
Deus ser atendido em primeiro lugar e o nosso
reino ser acrescentado.
Ser chamado por Deus é um envolver-se com Ele de
tal forma que sejamos capazes de entender qual a
melhor decisão de nossa vida, pois essa
intimidade nos faz ter certeza do lugar onde Ele
quer que estejamos ou pra onde quer nos levar. E
mesmo com sacrifícios, obstáculos e até perdas,
Sua Paz encherá o nosso coração de gozo
celestial. E com certeza desfrutaremos de muitas
coisas que o Senhor mesmo, nos acrescentará,
cuidando de nossos passos nesta chamada, para
servirmos ao Rei com toda devoção e dedicação.
Pastor Missionário Fábio José da Rocha
e família
ARTIGOS
O QUE É
MISSÃO TRANSCULTURAL?
Quando falamos de missão transcultural,
estamos falando do esforço da Igreja em cruzar
qualquer fronteira que separe o missionário de
seu público alvo. E para isso temos que cruzar
as barreiras político-geográfica e lingüística,
a dos costumes, das etnias, das religiões, além
das sociais, morais e etc.
E muitas vezes aquilo que é necessário ser feito
localmente, tanto dentro como fora da igreja,
demanda muito tempo e esforço das comunidades,
acabando por ofuscar a visão das mesmas para a
tarefa mais importante da Igreja, nesta virada
de século e milênio, que é a evangelização
transcultural.
Conseqüentemente, nós poderíamos dizer que o
resultado desse tipo de atitude é que um terço
da população mundial, nunca ouviram falar do
Evangelho sequer uma vez. E o que dizer das 240
tribos indígenas brasileiras, das quais 126 não
possui presença missionária evangélica? Será que
estas pessoas não têm o direito de ouvir pelo
menos uma vez na vida a mensagem de salvação?
Precisamos alcançar estas pessoas que estão
distantes culturalmente de nós e que nunca
ouviram as boas novas de salvação em Cristo
Jesus.
Tornar a igreja acessível para cada um desses
povos e permitir que eles entendam claramente a
mensagem e tenham condição de responde-la
positivamente é nossa missão.
O Deus da Bíblia é o Deus da História. Ele tem
um propósito para ela. A Bíblia toda é clara
quanto a isso e descreve este propósito do
inicio ao fim.
Se cremos que a Bíblia é a Palavra de Deus
devemos crer necessariamente que missões
transculturais é o programa de Deus, visto que
de Gênesis ao Apocalipse ela nos revela o amor
de Deus pelas nações da terra. (Gn.12:3b;
Is.49:6; Apoc.5:9)
POR QUE DEVO AMAR E ME ENVOLVER COM MISSÕES?
Num artigo de uma revista teológica estava
escrito: “Predestinação Fatalística”. A grosso
modo, essa teologia diz que Deus predestinou
alguns para o céu e outros para o inferno, sendo
assim não há a necessidade de fazer missões.
Esse foi um mal que acometeu diversos países da
Europa nos séculos passados fazendo com que a
obra missionária sofresse um grande abalo. Penso
até ser por isso que alguns lugares,
considerados berço de missões, hoje estejam
vivendo um tempo sombrio.
Mas afinal: Por que devo me envolver e amar
missões?
A própria Bíblia nos trás resposta a estas
questões:
1 - Porque é uma ordem - Ordem não se discute,
se obedece! Esta não é uma questão de querer. Se
somos Cristãos, temos uma responsabilidade com a
tarefa deixada por Cristo. Se somos de Deus não
podemos nos esquivar da responsabilidade da
evangelização. A grande comissão não é para ser
discutida e sim obedecida! Essa é uma área com
pouco destaque na Igreja de hoje. Muitos pensam
que missões não da tanto status quanto
prosperidade e libertação.
Não há problema algum em fazer campanhas, o
problema é que a ênfase da Igreja precisa ser
direcionada. Nossas necessidades podem e devem
ser supridas, mas, a Bíblia diz que quando me
envolvo com as coisas de Deus, Ele se
responsabiliza por melhorar a minha vida. Em
Marcos 16.15 diz, “ide por todo mundo...” é
ordem e deve ser obedecida!
2 - Porque sou abençoado - Buscai primeiro o
Reino de Deus e as demais coisas vos serão
acrescentadas. Quando cuido e me preocupo com as
coisas de Deus, Ele se encarrega em cuidar de
mim e das minhas necessidades. Ou seja, só tenho
a ganhar com a minha contribuição no Reino.
Como servos precisamos ser gratos a Deus pelo
que Ele fez por nós e a gratidão busca meios de
agradar Àquele que nos beneficia. Precisamos nos
envolver para que possamos colher o fruto das
boas sementes lançadas. Para sermos abençoados
devemos abençoar. É assim no Reino de Deus.
3 - Porque estarei imitando a Deus - Deus teve
um único Filho e fez Dele um missionário. A
Bíblia diz que por amor (João 3.16) Deus
entregou seu único Filho para salvar o mundo.
Quando me envolvo profundamente com missões
estou fazendo o mesmo que Deus, estou
imitando-O.
O que nos motiva prioritariamente é o desejo de
agradá-Lo, como um filho que tem o profundo
desejo de ser parecido com seu pai. Deus quer
que a Casa Dele esteja cheia de Seus filhos. E
isso Ele deixou como responsabilidade para nós.
Sejamos mais parecidos com Deus e amemos os
perdidos assim como Ele ama.
Em II Timóteo 4.2 nos diz “Pregue a Palavra a
tempo e fora de tempo...”
PORQUE FAZER MISSÕES É UMA TAREFA TÃO
URGENTE?
Por que fazer missões deve ser a missão da
Igreja? Por que a Igreja deve levar a mensagem
do Evangelho para os de perto e os de longe?
Porque o território de ação da Igreja deve
estender-se até aos confins da terra?
Em primeiro lugar, porque o homem sem Cristo
está perdido. Não há salvação sem Cristo.
Nenhuma religião pode salvar. Nenhuma religião
pode nos reconciliar com Deus. O mundo está
saturado de muitas religiões, enquanto a
humanidade perece. Não é verdade que toda
religião é boa e que todo caminho leva a Deus.
Há caminhos que ao homem parecem direito, mas ao
fim são caminhos de morte. A ignorância não é
outra porta para o céu. Quem sem lei pecar, sem
lei perecerá. A não ser que a igreja anuncie o
Evangelho a todos os povos não haverá esperança
de salvação para eles.
.Só Cristo é a porta do céu, só Ele é o caminho
que conduz a Deus. Só Ele é o mediador entre
Deus e os homens.
Em segundo lugar, porque a Obra de Cristo já foi
consumada. A salvação é uma obra planejada por
Deus, consumada por Cristo e aplicada pelo
Espírito Santo. Tudo já foi feito. Não resta
mais nada por fazer. Cristo já morreu e
ressuscitou. Ele já enviou o Espírito Santo
para
capacitar a igreja e já deu a ela o Evangelho e
o poder para proclamá-lo. Agora, cabe à Igreja
ir ao mundo e anunciar que o banquete da
salvação está pronto.
Em terceiro lugar, porque não há outro Evangelho
a ser pregado a não ser o Evangelho das
insondáveis riquezas de Cristo. Fazer missões
não é pregar cultura, religião nem doutrinas de
homens. Muitos têm pregado outro evangelho, um
evangelho híbrido, sincrético, místico; um falso
evangelho, outro evangelho. Mas, só há um
Evangelho; ele não pode ser mudado nem
adulterado ao nosso bel prazer. Não podemos
tirar nada dele nem acrescentar nada a ele. Toda
mensagem que tira o foco da cruz de Cristo e da
sua obra perfeita e consumada na cruz é um falso
evangelho que engana os homens em vez de
levá-los à fonte da vida eterna.
Em quarto lugar, porque só a Igreja de Cristo
está credenciada a pregar o Evangelho. Só há um
evangelho e só há uma agência do Reino
credenciada a pregar o Evangelho a toda à
criatura, em todo o mundo: A Igreja de Cristo.
Se nós nos calarmos, seremos tidos como
culpados.
A Igreja é o método de Deus para alcançar o
mundo. Nenhuma embaixada humana, por mais nobre
que seja tem competência para anunciar as Boas
Novas da salvação. Nem mesmo os anjos podem
desincumbir-se dessa gloriosa tarefa. Ela é
nossa e de mais ninguém.
Em quinto lugar, porque o tempo de proclamar o
Evangelho é agora. Devemos fazer a obra de Deus
enquanto é dia, enquanto temos oportunidade,
enquanto as portas estão abertas. Só temos essa
geração para evangelizar os nossos
contemporâneos. Se falharmos nessa empreitada,
teremos fracassado em nossa missão.
Em sexto lugar, porque a evangelização dos povos
é uma palavra de ordem, intransferível e
inadiável do Senhor Jesus. O universo inteiro se
curva diante da autoridade absoluta do Senhor
Jesus. Ousaríamos nós desobedecê-la? Se até os
demônios obedecem à Sua voz, seríamos nós os
únicos a fazer pouco caso dela? Não temos
escolha, fazer missões não é opção da Igreja, é
sua responsabilidade inalienável.
Em sétimo lugar, porque a conversão daqueles por
quem Cristo morreu traz glória ao nome de Deus.
Fazemos missões para que os povos venham e se
prostrem aos pés de Jesus e dêem a Deus toda a
glória devida ao Seu nome. A glória de Deus deve
ser a nossa motivação mais elevada para
evangelizarmos todos os povos, tribos, línguas e
nações!
Atos, o livro das missões
O
livro de Atos dos Apóstolos nos apresenta o
enraizamento e a expansão do evangelho nos
primórdios da cristandade: começa com a ascensão
de Jesus aos céus e a divulgação do Evangelho a
partir de Jerusalém, chegando finalmente a Roma,
onde o livro termina.
A despeito das perseguições, os novos discípulos
testemunhavam todos os dias, não cessavam de
ensinar e anunciar a Jesus Cristo: nas ruas, nas
casas, nas vilas, cidades, ensinando e
proclamando intensamente o Evangelho. Todos,
indistintamente, estavam empenhados em organizar
novas igrejas, obedecendo a um plano de avanço
missionário. E hoje, o que estamos fazendo em
prol da evangelização local e universal?
O livro dos Atos dos Apóstolos foi,
evidentemente, designado por Deus como guia e
paradigma do esforço missionário para todas as
gerações.
Há exemplos de toda experiência e de todas as
circunstâncias que envolvem os obreiros de
Cristo. O livro não termina com uma história
completa. A narrativa é interrompida de maneira
abrupta, deixando Paulo em Roma, a maior
metrópole do mundo, “pregando o Reino de Deus e
ensinando com toda a liberdade as coisas
pertencentes ao Senhor Jesus Cristo, sem
impedimento algum”.
Dos 66 livros da Bíblia, Atos é o que mais se
destaca na obra missionária, pois registra
missões por todos os ângulos, mostrando todas as
possíveis atividades de um missionário. O poder
do Espírito Santo, a obra da evangelização e as
viagens missionárias do apóstolo Paulo são o
conteúdo de Atos.
O propósito de Lucas, em seu Evangelho, foi
escrever tudo o que Jesus “começou não só a
fazer, mas a ensinar” (v.1). No livro de Atos, o
propósito foi registrar o que Jesus continuou a
fazer e a ensinar, agora, pelo Espírito Santo,
através dos apóstolos, dando ênfase a
ressurreição de Jesus, que “se apresentou vivo,
com muitas e infalíveis provas” (v.3).
Sem o livro de Atos é impossível entender as
epístolas paulinas. A origem da Igreja estaria
envolta em mistério, e não teríamos a garantia
do cumprimento das promessas de Jesus sobre a
vinda do Consolador e nem saberíamos qual a
experiência dos apóstolos com o Espírito Santo,
como foi a obra missionária, como a Igreja se
expandiu pelo mundo. Essas narrativas são de
inestimável valor para todas as gerações de
cristãos.
“Tanto em Jerusalém como em toda a Judéia”
(v.8). Jesus não disse para primeiro pregar em
Jerusalém, depois na Judéia, depois em Samaria e
só então ser testemunha até “os confins da
terra”, mas mandou pregar “tanto em Jerusalém
como em toda Judéia, Samaria e até os confins da
terra”. Isso fala de simultaneidade, do
contrário o Evangelho estaria ainda em Israel,
confinado entre os judeus, pois Jesus mesmo
disse: “porque em verdade vos digo que não
acabareis de percorrer as cidades de Israel sem
que venha o Filho do Homem” (Mt 10.23).
Como resultado das viagens de Paulo, surgiram
igrejas na Ásia e Europa, e com elas apareceram
as epístolas, que ocupam um terço do Novo
Testamento, e o Cristianismo se tornou
universal.
Em Atos, portanto, estão registradas as viagens
missionárias mais importantes da história do
Cristianismo. É a receita de missões e de todas
as atividades de um missionário. Por essas
razões, de todos os livros da Bíblia, Atos é o
livro de missões.
Fonte: www.semipa.org.br
PORQUE
CONTRIBUIR PARA MISSÕES?
Porque somos um povo comprometido com Jesus
Cristo e a sua ordem é: IDE, PREGAI,
ENSINAI...(Mt. 28.19,20).
Porque queremos fazer a vontade de Deus e
sabemos que “Missões” está no coração de Deus:
Ele deu Seu Filho.
Porque a responsabilidade é nossa. Se
contribuirmos, o missionário pode ir, pode
pregar, e vidas serão salvas;
Porque conhecemos a Palavra de Deus. Se queremos
demonstrar o nosso amor a Jesus, façamo-lo de
modo prático: ORANDO, CONTRIBUINDO, ENVIANDO.
E como missionários de retaguarda nós podemos
INTERCEDER E CONTRIBUIR .
A oração é a primeira coisa e a mais importante.
Através da oração, os missionário têm respaldo
espiritual, pois é uma arma poderosa contra
Satanás, tanto para nós mesmos, como também,
para defender os obreiros que estão na linha de
frente da batalha.
Os missionários que estão no Campo são
fortalecidos através das nossas orações e por
isso é nosso dever interceder diariamente por
suas vidas.
Além da oração, eles necessitam de sustento
material. E a Bíblia mesmo nos afirma que “digno
é o obreiro de seu salário” (Lc.10.7b) Esse
sustento deve ser dado através de contribuições
financeiras, a oferta que “por fé” você dará
para Missões.
Faça prova com Deus e experimente Ele abençoar
sua vida financeira, te dando muito mais do que
você contribuiu. Uma coisa é certa: Ele não fica
devendo nada a ninguém!
AVANTE NO IDE DE JESUS
Como cristãos, somos chamados de filhos e fomos
chamados para uma habitação celestial eterna.
Recebemos esta promessa e precisamos aguardá-la
com grande júbilo de privilegiados. Mas como
filhos e filhas Daquele que fez a promessa, não
podemos esquecer que Ele também nos convidou a
sermos Seus servos, nos comissionando a uma
grande e maravilhosa tarefa: “Ide por todo o
mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Mc
16:15).
A igreja de Jesus, ou melhor, “a grande comissão
de Jesus”, precisa entender que o que Ele nos
deixou para fazer aqui na terra antes de
estarmos com Ele verdadeiramente nos céus, está
muito além de uma simples missão.
Hoje, século XXI, somos discípulos deste mesmo
Jesus que continua a nos dizer:
- “Ide... Ide... Ide!”
No entanto, cometemos um grande erro quando
entendemos essa ORDEM como um “pedido qualquer”
ou como um “faz quem quer”, quando na verdade é
um mandamento do Senhor que deve ser obedecido
por todo aquele que, convertendo-se a Jesus,
tendo-o como Senhor, torna-se Seu servo.
A GRANDE
COMISSÃO
Desde os mais remotos tempos, a Bíblia tem
sempre declarado a ênfase dada por Deus na busca
de obreiros para Sua seara. Vemos a preocupação
de Deus em buscar maneiras de comunicar a Sua
graça ao homem. Depois do nascimento de Enos,
filho de Sete, começou-se a invocar o nome do
Senhor (Gn 4.26). No meio de uma geração
corrupta ante ao dilúvio, Noé achou graça aos
olhos do Senhor (Gn 6.8). Dentre toda a
idolatria em Ur dos Caldeus, Deus escolheu
Abraão e fez dele uma grande nação (Gn 12.1,2).
Durante a escravatura do Egito, Deus levantou
Moisés para libertar Seu povo, com o qual falava
cara a cara (Ex 3.10; 33.11), e muitos profetas
ouviram o chamado, o
Ide (Is 6.8; Jr 1.5-7; Ez 1.1)
. Depois de 400 anos de silêncio para com
Israel, surge uma voz clamando nos desertos da
Judéia, chamando o povo ao arrependimento (Jo
1.23). O maior dos profetas nascidos de mulher,
João Batista, preparou o povo para receber
Aquele que batizaria com Espírito Santo e com
fogo.
Vindo, portanto, a plenitude dos tempos, Jesus
nasceu, morreu, ressuscitou, manifestou-se e
ascendeu aos céus, segundo as Escrituras.
Entretanto, deixou uma comissão importante à
Igreja.(Mt 28.19; Mc 16.15)
As Escrituras esclarecem que não existe outra
agência responsável de enviar e suportar
missionários senão a Igreja, noiva e corpo de
Cristo. A prova plena vê-se no livro de Atos dos
Apóstolos: Deus falava à Igreja, os missionários
eram consagrados pela Igreja, enviados pela
Igreja, suportados espiritual e financeiramente
pela Igreja (At 13.2).
O significado bíblico principal de Missões se
encontra em Mateus 28.19-20: “ Portanto ide,
ensinai todas as nações, batizando-as em nome do
Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
ensinando-as a guardar todas as coisas que vos
tenho mandado...”. Somente com esta expressão
pronunciada por Jesus podemos entender que
Missões significa ensinar às nações as verdades
inseridas e constatadas no Livro dos livros.
Missões é pregar, anunciar o Evangelho a todos
os povos, nações e línguas (Mc 16.15); significa
dar testemunho das maravilhas que Deus faz (At
1.8); significa arrebatar
as almas do fogo (Jd 1.23).
Biblicamente, as Missões não estão restritas ao
supracitado, mas vão além do que a nossa mente e
coração possam alcançar. Alguns dos motivos que
tem impulsionado a milhares a cumprirem esta
Grande Comissão durante os séculos, são:
- A responsabilidade do Ide de Jesus; A visão de
que o mundo está perdido; A consciência que só
Jesus é o meio de salvação; A compaixão profunda
pelas almas que perecem.
Membros, aderentes, novos convertidos, homens e
mulheres, escravos e livres eram consumidos por
aquilo que faziam, inteiramente dedicados às
suas tarefas, envolvidos plenamente pela visão
ampla da obra de Deus. As divergências
culturais, as perseguições terríveis, as prisões
fétidas, os tiranos obstinados não conseguiram
tirar-lhes a determinação e dedicação de fazer a
obra missionária. Não eram obstinados pela fama,
pois esta é humana e passageira; eram
apaixonados pelo engrandecimento do Reino
de Deus e a glorificação do nome de Jesus
Cristo.
Para ser um missionário, deve-se ter primeiro
uma chamada; não é questão de escolha, mas de
vocação divina. A única escolha é obedecer.
(Fonte: www.sepoangol.org)
AS
BIBLIOGRAFIAS MISSIONÁRIAS DA BÍBLIA
A Bíblia fala, até várias vezes, sobre pessoas
que viveram por algum tempo no exterior para
servir ao Senhor. Temos os exemplos de Abraão,
José, Moisés, Daniel, Jonas e de Paulo, para não
esquecer a mudança radical de Jesus quando se
encarnou e nasceu
neste mundo.
Alguns deles receberam um chamado específico,
sabendo antes de sair que iam ministrar o Reino
de Deus. Este é o caso de Abraão, de Moisés e de
Paulo. Outros, por exemplo, José e Daniel, foram
dirigidos ao exterior contra sua vontade, tendo
sido presos, enfrentado inimigos pessoais, ou
ainda sofrido opressão política.
As biografias bíblicas apresentam essas pessoas
com sua força e suas fraquezas. O leitor, ao ler
a história deles, aprende com suas experiências,
suas tentações, suas quedas e suas vitórias.
Através disso, aquelas pessoas se aproximaram do
Senhor, passando por um crescimento pessoal ao
serem formados por Deus para assumirem o
ministério que Ele lhes pediu para cumprir.
Quem não tinha expectativa alguma de se tornar
um servo de Deus no exterior, em meio às tensão
e aos conflitos, era José. É fácil imaginar seu
medo e suas angústias quando seus irmãos
naturais o deixaram na cisterna para depois ser
vendido aos mercadores midianitas que o levaram
para o Egito. Através da sua paciência e da sua
esperança na fidelidade de Deus, o Senhor o
levou a ser o primeiro ministro do rei. Mais
tarde, ele conseguiu ajudar seus parentes que na
época passavam fome. Depois da morte do seu pai,
ele testemunhou que Deus transformou em bem o
que os irmãos tinham feito de mal contra ele.
Assim, José era um testemunho diante das
autoridades de Egito e diante
dos seus parentes.
Quem não se impressiona com Daniel ao observar
sua firmeza perante o rei babilônio? Em vez de
comprometer sua fé em Deus, ao obedecer a ordem
do rei
da Babilônia, ele fez uma contra-proposta, para
demonstrar seu respeito pelas leis
governamentais, sem rejeitar sua fé judaica.
Assim, Daniel se tornou o meio de Deus para
levar o rei a crer Nele. (Dn.4.37)
Quem foi rumo ao exterior, já chamado para
servir ao Senhor, foi Abraão. A mudança dele foi
radical, porque saiu da sua terra sem saber para
onde ir.
A obediência ao chamado divino resultou no
nascimento e crescimento do povo judeu, sendo a
preparação da primeira vinda de Jesus.
Assim, as pessoas modestas e humildes da Bíblia
se tornaram grandes homens porque deixaram Deus
transformá-los, para assim poderem levar o
testemunho do Reino àqueles que viviam sem
conhecimento pessoal da existência do Senhor.
Fonte: www.abub.org.br
NÃO
ENVIE MISSIONÁRIO!
Não envie missionário se você for esquecê-lo.
Não envie missionário se você não quiser
mantê-lo.
Não envie missionário se você não quiser
ajudá-lo.
Não envie missionário se você quiser somente
retorno financeiro.
Não envie missionário somente com palavras, sem
ação de fato.
Não envie missionário para cobrar resultados
rápidos.
Não envie missionário se julgar que um
missionário é um super-homem.
Não envie missionário somente para fazer nome.
Não envie missionário se vai deixar faltar-lhe o
pão.L
Não envie missionário se vai faltar-lhe
comunicação.
Não envie missionário se teu coração não for com
ele.
Não envie missionário se não é capaz de amá-lo.
Somente envie missionário se há em tua vida e
coração, amor e compromisso com missões!
Fonte: www.semipa.org.br
UMA
ABORDAGEM DA OBRA MISSIONÁRIA
Missões se baseia na disposição de Deus em
ocupar-se com a situação complicada da vida
humana não somente enquanto formado de acordo
com a sua cultura e valores, mas também enquanto
um povo deformado pelo pecado.
A contextualização tem a sua base no processo
pelo qual o próprio Deus se utiliza como fonte
do estilo de vida de um povo, para se revelar a
ele.
Is 55: 6-11 indica que a vontade e propósito de
Deus pré-existem desde a eternidade, portanto
Ele antes mesmo de ser Criador era Salvador.
Outro aspecto que indica o processo de
contextualização no exemplo do próprio Deus na
sua relação para com a humanidade é que Ele
sempre se revelou dentro de formas humanas já
existentes.
Jesus se tornou o nosso modelo de
contextualização pois a Bíblia afirma que o
verbo se fez carne (Jo 1.14), e nessa condição,
ele experimentou dor, fome, tudo que fazia parte
da carne, ou seja da condição do ser humano que
ele se tornou.De fato, Ele nunca deixou de ser o
verbo eterno, mas optou pela identificação com o
ser humano.
Este é o principio da identificação sem perda da
identidade, é o principio que serve para o nosso
trabalho missionário transcultural.
Alguns se recusam a se identificar com o povo
com o qual querem servir. Preferem continuar
sendo eles mesmos evitando toda e qualquer
semelhança com os costumes do povo, permanecendo
agarrados a sua herança cultural, impondo a sua
própria cultura, desprezando a cultura receptora
e consequentemente praticando um imperialismo
cultural extremamente negativo para a obra
missionária
A missão mundial jamais começa do nada mas
dentro de uma cultura pré-existente. Portanto, o
ato missionário prescinde uma disposição de
identificação com a cultura do povo com o qual
se vai trabalhar.
. Segundo escreveu a missionária norte americana
Barbara Burns, no seu artigo "Teologia
contextualizada" - a integração da exegese
bíblica e estudos missiológicos, um dos
principais desafios no cumprimento da tarefa
missionária é a contextualização da Bíblia. E
que há muita questão e dificuldades para
conseguir comunicar os propósitos de Deus em
outras culturas.
A GRANDE NECESSIDADE DE OBREIROS
PARA A SEARA DO SENHOR
“E na igreja que estava em Antioquia havia
alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé e
Simeão chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém,
que fora criado com Herodes o tetrarca, e Saulo.
E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o
Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo
para a obra a que os tenho chamado. Então,
jejuando e orando, e pondo sobre eles as mãos,os
despediram.”
(Atos 13-1-3)
Tenho pregado em várias nações, desde a América
Latina, África e Europa, e a necessidade de
obreiros é geral na Igreja do Senhor. Jesus
disse que a Seara é grande e poucos os obreiros.
E nos nossos dias não é diferente, seguimos com
a mesma falta de obreiros para atender as
necessidades de evangelização do mundo.
E por que muitos não atendem ao chamado? -
Talvez estejam esperando um acontecimento
extraordinário, algo que venha tocar em sua
carne (sarando enfermidades ou até morte),
família, bens materiais, etc.
Escuto muito nas igrejas: “Deus não me chamou,
se me chamasse eu iria!” Também estou de acordo
que Deus nos chama, mas antes de Sua chamada
deve haver uma entrega para ser chamado. E pode
ser que Deus use Seu poder caso uma pessoa não
aceite a chamada. Creio que existam alguns
Jonas, mas não é comum o Senhor agir dessa
forma, já que nos dá livre arbítrio para
decidirmos o que queremos.
Analise o capítulo 4 do livro de Jonas e tire
suas conclusões sobre um obreiro que sofreu
algumas consequências por não atender ao
chamado, e depois viu uma cidade inteira se
salvar, indignando-se por Deus não tê-los
castigado.
Infelizmente existem muitos obreiros como Jonas
que vão ao Campo e devido aos problemas ficam
ressentidos, falta compaixão, entrega voluntária
e amor ao Senhor acima de todas as coisas. Será
que Deus está chamando obreiros para abrirem
igrejas uma em frente a outra e não nos lugares
que não tem nada do Evangelho?
Não se entregaram ao Senhor a ponto de dizer:
“Eis-me aqui, envia-me a mim.” - Muitas vezes a
entrega pode ser gradativa, até chegarmos onde o
Senhor quer.
Orar e se comprometer pelo que se está orando -
Muitos estão orando, porém não fazem sua parte
além de orar. Se estamos orando pelos perdidos,
já temos muitos que estão ao nosso redor e por
isso será mais fácil ir além das fronteiras
quando temos compromisso com “nossa Jerusalém”
(At. 1.8)
A palavra oração deixa bem claro que falamos com
Deus e depois vem nossa ação: evangelizar,
contribuir e ir ao campo. A igreja da Antioquia
vivia na prática de orar com ação. (At.13.1-3)
Não queremos pagar o preço - Jesus disse que
para ser um discípulo temos um
preço a pagar. (Lc.14.25-27).
Este Evangelho a cada dia está mais difícil de
viver, já que estamos chamando as pessoas para
melhorarem suas vidas (familiar, financeira e
sentimental) apesar que não é errado, já que
Deus tem poder para transformar tudo isso, porém
nosso primeiro alvo não é o material e sim o
espiritual.
Estamos nos acostumando com um Evangelho sem
cruz, sem sacrifícios e sem perdas. As coisas
estão mais fáceis e modernas, e a cada dia a
segurança é melhor, o que torna ainda difícil
entendermos o chamado do Senhor.
O Evangelho da prosperidade tem penetrado nas
igrejas e convencido muitos obreiros que esta é
a melhor maneira de viver. Hoje, em muitos
lugares é necessário o sacrifício dos discípulos
para que o Evangelho seja pregado.
Nossa nação está sendo abençoada com o
Evangelho, mas nos esquecemos que os primeiros
missionários que chegaram pagaram um preço muito
alto e alguns até morreram sem verem o primeiro
fruto, como o começo da igreja Presbiteriana no
Brasil...
“E
na igreja que estava em Antioquia havia alguns
profetas e doutores, a saber: Barnabé e Simeão
chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que
fora criado com Herodes o tetrarca, e Saulo. E,
servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o
Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo
para a obra a que os tenho chamado. Então,
jejuando e orando, e pondo sobre eles as mãos,os
despediram.”
(Atos 13.1-3)
(Continuação da edição anterior)
Nossos projetos estão acima dos projetos de Deus
- Quero falar duro sobre isso, e não tenho outra
palavra para expressar meus sentimentos, pois
muitos estão envolvidos em seus projetos
(pequenos), colocando os de Deus em segundo
plano. Na prática seria assim: “ Caso eu termine
o meu projeto de vida e ainda tenha saúde, força
e condição, poderei pensar em fazer algo para
Ele, do contrário concluirei o meu primeiro.”
Não estou afirmando aqui que você deve parar de
estudar, trabalhar e cuidar da família. Mas
estou dizendo que o Reino de Deus deve vir em
primeiro lugar, depois os estudos, o trabalho e
a família. Quando estou estudando, será para o
Senhor este estudo e se eu estiver numa empresa
trabalhando, será para o Senhor da mesma forma
como se eu estivesse no Campo.
Tive uma professora de antropologia que estudava
medicina e quando se formou foi para a selva
amazônica evangelizar os índios e alí permaneceu
35 anos. Glória a Deus, ela entregou sua
profissão para o Senhor.
Medo ou prudência - Eu sei que nem todos iremos
ao Campo, mas todos estamos comprometidos com a
Seara do Senhor. A prudência é o cuidado sobre o
que pode nos acontecer diante da situação, para
tomarmos as decisões corretas. Existe um
processo para um obreiro chegar ao campo e temos
que ser prudentes, pedindo orientação aos nossos
pastores e líderes que estão envolvidos nessa
Obra. É importante essa preparação e hoje temos
muitos cursos e recursos para isto. Infelizmente
muitos saem para o campo sem nem ao menos saber
geograficamente onde o pais se localiza.
Por outro lado, somos muito valentes quando
estamos em cima do púlpito e até desafiamos os
heróis da fé com suas fraquezas. Mas ao
descermos, a mensagem que pregamos vai para um
arquivo e não para o nosso coração.
O medo é um pensamento errado de uma situação
difícil que nos deparamos e às vezes não sabemos
o que é medo ou prudência em relação a algum
desafio diante de nós.
E vemos mais as coisas negativas do que a ação
de Deus por meio da fé. Na verdade sair para o
campo é um grande passo de fé, mesmo que
tenhamos uma boa preparação e recursos para
isto, pois iremos nos encontrar com o imprevisto
e com o inimigo que coloca barreiras para
impedir o trabalho. Infelizmente muitos obreiros
param sua caminhada mais adiante por covardia e
não dão o passo de fé. (Leia Hebreus 11)
Um amigo meu quando terminou a faculdade de
medicina e falou para o Senhor: “Já terminei e
minha faculdade é para Ti. O que o Senhor quer
que eu faça?” Hoje ele está no Senegal, assumiu
o lugar onde eu estava quando trabalhei lá. E
você, teria coragem de fazer o mesmo?
Onde estão os obreiros? - A igreja de Antioquia
tinha um grupo de obreiros. E creio que também
temos muitos obreiros em nossas igrejas. Mas é
preciso que estes também ouçam a voz do Espírito
Santo chamando-os para irem além fronteiras.
A igreja daquela época orava para que os
obreiros pudessem pregar o Evangelho mesmo em
meio a situação tão difícil: “Agora, pois, ó
Senhor, olha para as suas ameaças e concede aos
Teus servos que falem com toda a ousadia a Tua
palavra” (At.4.29) Eles oravam pelos obreiros
que recebiam ameaça de morte e a oração foi para
que pregassem ainda com mais ousadia o
Evangelho.
Como temos orado? Em Isaias 6.8 está a resposta
de Deus para enviar obreiros: “Depois disso,
ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem
enviarei, e quem há de ir por nós? Então, disse
eu: eis me aqui, envia-me a mim.” Essa deve ser
a nossa oração: “Eis-me aqui, envia-me a mim
Senhor!” Creio que a partir dessa oração as
respostas de Deus virão.
Espero que cada vez que você for orar, também se
coloque como resposta e também ouça nas reuniões
de oração a voz do Espírito Santo, obedecendo
como Saulo e Barnabé: “E, servindo eles ao
Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo:
Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que
os tenho chamado.” (At. 13.2)
Juntos na Evangelização do mundo,
Pr. Fábio José da Rocha
Missionário na Espanha
CARTA DO APÓSTOLO PAULO
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