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A GRANDE NECESSIDADE DE OBREIROS
PARA A SEARA DO SENHOR
“E na igreja que estava em Antioquia havia
alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé e
Simeão chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém,
que fora criado com Herodes o tetrarca, e Saulo.
E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o
Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo
para a obra a que os tenho chamado. Então,
jejuando e orando, e pondo sobre eles as mãos,os
despediram.”
(Atos 13-1-3)
Tenho pregado em várias nações, desde a América
Latina, África e Europa, e a necessidade de
obreiros é geral na Igreja do Senhor. Jesus
disse que a Seara é grande e poucos os obreiros.
E nos nossos dias não é diferente, seguimos com
a mesma falta de obreiros para atender as
necessidades de evangelização do mundo.
E por que muitos não atendem ao chamado? -
Talvez estejam esperando um acontecimento
extraordinário, algo que venha tocar em sua
carne (sarando enfermidades ou até morte),
família, bens materiais, etc.
Escuto muito nas igrejas: “Deus não me chamou,
se me chamasse eu iria!” Também estou de acordo
que Deus nos chama, mas antes de Sua chamada
deve haver uma entrega para ser chamado. E pode
ser que Deus use Seu poder caso uma pessoa não
aceite a chamada. Creio que existam alguns
Jonas, mas não é comum o Senhor agir dessa
forma, já que nos dá livre arbítrio para
decidirmos o que queremos.
Analise o capítulo 4 do livro de Jonas e tire
suas conclusões sobre um obreiro que sofreu
algumas consequências por não atender ao
chamado, e depois viu uma cidade inteira se
salvar, indignando-se por Deus não tê-los
castigado.
Infelizmente existem muitos obreiros como Jonas
que vão ao Campo e devido aos problemas ficam
ressentidos, falta compaixão, entrega voluntária
e amor ao Senhor acima de todas as coisas. Será
que Deus está chamando obreiros para abrirem
igrejas uma em frente a outra e não nos lugares
que não tem nada do Evangelho?
Não se entregaram ao Senhor a ponto de dizer:
“Eis-me aqui, envia-me a mim.” - Muitas vezes a
entrega pode ser gradativa, até chegarmos onde o
Senhor quer.
Orar e se comprometer pelo que se está orando -
Muitos estão orando, porém não fazem sua parte
além de orar. Se estamos orando pelos perdidos,
já temos muitos que estão ao nosso redor e por
isso será mais fácil ir além das fronteiras
quando temos compromisso com “nossa Jerusalém”
(At. 1.8)
A palavra oração deixa bem claro que falamos com
Deus e depois vem nossa ação: evangelizar,
contribuir e ir ao campo. A igreja da Antioquia
vivia na prática de orar com ação. (At.13.1-3)
Não queremos pagar o preço - Jesus disse que
para ser um discípulo temos um
preço a pagar. (Lc.14.25-27).
Este Evangelho a cada dia está mais difícil de
viver, já que estamos chamando as pessoas para
melhorarem suas vidas (familiar, financeira e
sentimental) apesar que não é errado, já que
Deus tem poder para transformar tudo isso, porém
nosso primeiro alvo não é o material e sim o
espiritual.
Estamos nos acostumando com um Evangelho sem
cruz, sem sacrifícios e sem perdas. As coisas
estão mais fáceis e modernas, e a cada dia a
segurança é melhor, o que torna ainda difícil
entendermos o chamado do Senhor.
O Evangelho da prosperidade tem penetrado nas
igrejas e convencido muitos obreiros que esta é
a melhor maneira de viver. Hoje, em muitos
lugares é necessário o sacrifício dos discípulos
para que o Evangelho seja pregado.
Nossa nação está sendo abençoada com o
Evangelho, mas nos esquecemos que os primeiros
missionários que chegaram pagaram um preço muito
alto e alguns até morreram sem verem o primeiro
fruto, como o começo da igreja Presbiteriana no
Brasil...
(Continua na próxima edição)
Pr. Fábio José da Rocha
Missionário na Espanha
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CORRESPONDÊNCIA MISSIONÁRIA
Valencia - Equador
Graça e Paz da parte do nosso Senhor Jesus
Cristo a toda Igreja do Jabaquara.
Louvamos a Deus e Lhe rendemos glórias por Seu
infinito amor, nos fazendo triunfar a cada dia.
Pr. Silvano, sempre louvo a Deus por sua vida,
ministério e tudo que Ele tem confiado em suas
mãos.
Temos trabalhado aqui no Equador com garra pelo
Reino de Deus e mesmo através dos desafios e
lutas, acreditamos nas promessas do Senhor, com
a certeza de que em tudo somos mais que
vencedores.
O Senhor tem nos aberto as portas para pregar o
Evangelho em comunidades carentes e muitos têm
nos recebido em suas casas para ouvirem a
Palavra do Senhor.
Quero pedir uma oração especial aos irmãos pela
equipe Kairós do Equador, para que o Senhor nos
guarde de toda seta malígna que vem para causar
confusão e desviar nossa atenção do nosso maior
propósito que é ganhar almas para o Senhor.
Orem para que a harmonia e o trabalho em equipe
façam diferença e assim produzam mais frutos
para a glória de Deus.
Peço também oração por minha família , meus
irmãos e especialmente por minha mãe que não
está bem de saúde. Orem que também os meus sejam
alcançados pelo Evangelho de Cristo.
Deus abençoe aos amados irmãos,
Miss.Júlio Estevão
Guiné Bissau -
África Ocidental
A Paz do Senhor Pr. Silvano e Igreja do
Jabaquara.
Com alegria vos escrevo para testificar o que
Deus tem feito aqui em Guiné-Bissau. As
maravilhas que o Senhor tem feito em nosso meio
tem alegrado muito nossos corações.
A Obra continua crescendo e por esses dias tive
a oportunidade de ir na casa do tio do
Presidente da República de Guiné-Bissau, para
fazer oração por sua vida, já que estava muito
doente. Glória a Deus! Ele recebeu oração e
também aceitou a Jesus como seu Senhor e
Salvador.
Temos realizado o trabalho em várias aldeias
passando o filme Jesus e os resultados tem sido
bons. Peço oração aos irmãos pois a luta
espiritual é grande e o desafio continua.
Levei um tombo do telhado quando estava
arrumando estragos provocados pelas fortes
chuvas que acontecem nesse período do ano. Estou
bem graças a Deus.
A Josélia também foi mordida pelo cachorro do
vizinho, mas passa bem.
Com tudo isso continuo dando graças a Deus pois
está no controle de nossas vidas, nos dando
muitos livramentos.
Deus abençoe aos irmãos. Juntos na evangelização
do mundo,
Miss. Aldir e família.
ARTIGOS
Avante no Ide de Jesus
Como cristãos, somos chamados de filhos e fomos
chamados para uma habitação celestial eterna.
Recebemos esta promessa e precisamos aguardá-la
com grande júbilo de privilegiados. Mas como
filhos e filhas Daquele que fez a promessa, não
podemos esquecer que Ele também nos convidou a
sermos Seus servos, nos comissionando a uma
grande e maravilhosa tarefa: “Ide por todo o
mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Mc
16:15).
A igreja de Jesus, ou melhor, “a grande comissão
de Jesus”, precisa entender que o que Ele nos
deixou para fazer aqui na terra antes de
estarmos com Ele verdadeiramente nos céus, está
muito além de uma simples missão.
Hoje, século XXI, somos discípulos deste mesmo
Jesus que continua a nos dizer:
- “Ide... Ide... Ide!”
No entanto, cometemos um grande erro quando
entendemos essa ORDEM como um “pedido qualquer”
ou como um “faz quem quer”, quando na verdade é
um mandamento do Senhor que deve ser obedecido
por todo aquele que, convertendo-se a Jesus,
tendo-o como Senhor, torna-se Seu servo.
A GRANDE
COMISSÃO
Desde os mais remotos tempos, a Bíblia tem
sempre declarado a ênfase dada por Deus na busca
de obreiros para Sua seara. Vemos a preocupação
de Deus em buscar maneiras de comunicar a Sua
graça ao homem. Depois do nascimento de Enos,
filho de Sete, começou-se a invocar o nome do
Senhor (Gn 4.26). No meio de uma geração
corrupta ante ao dilúvio, Noé achou graça aos
olhos do Senhor (Gn 6.8). Dentre toda a
idolatria em Ur dos Caldeus, Deus escolheu
Abraão e fez dele uma grande nação (Gn 12.1,2).
Durante a escravatura do Egito, Deus levantou
Moisés para libertar Seu povo, com o qual falava
cara a cara (Ex 3.10; 33.11), e muitos profetas
ouviram o chamado, o
Ide (Is 6.8; Jr 1.5-7; Ez 1.1)
. Depois de 400 anos de silêncio para com
Israel, surge uma voz clamando nos desertos da
Judéia, chamando o povo ao arrependimento (Jo
1.23). O maior dos profetas nascidos de mulher,
João Batista, preparou o povo para receber
Aquele que batizaria com Espírito Santo e com
fogo.
Vindo, portanto, a plenitude dos tempos, Jesus
nasceu, morreu, ressuscitou, manifestou-se e
ascendeu aos céus, segundo as Escrituras.
Entretanto, deixou uma comissão importante à
Igreja.(Mt 28.19; Mc 16.15)
As Escrituras esclarecem que não existe outra
agência responsável de enviar e suportar
missionários senão a Igreja, noiva e corpo de
Cristo. A prova plena vê-se no livro de Atos dos
Apóstolos: Deus falava à Igreja, os missionários
eram consagrados pela Igreja, enviados pela
Igreja, suportados espiritual e financeiramente
pela Igreja (At 13.2).
O significado bíblico principal de Missões se
encontra em Mateus 28.19-20: “ Portanto ide,
ensinai todas as nações, batizando-as em nome do
Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
ensinando-as a guardar todas as coisas que vos
tenho mandado...”. Somente com esta expressão
pronunciada por Jesus podemos entender que
Missões significa ensinar às nações as verdades
inseridas e constatadas no Livro dos livros.
Missões é pregar, anunciar o Evangelho a todos
os povos, nações e línguas (Mc 16.15); significa
dar testemunho das maravilhas que Deus faz (At
1.8); significa arrebatar
as almas do fogo (Jd 1.23).
Biblicamente, as Missões não estão restritas ao
supracitado, mas vão além do que a nossa mente e
coração possam alcançar. Alguns dos motivos que
tem impulsionado a milhares a cumprirem esta
Grande Comissão durante os séculos, são:
- A responsabilidade do Ide de Jesus; A visão de
que o mundo está perdido; A consciência que só
Jesus é o meio de salvação; A compaixão profunda
pelas almas que perecem.
Membros, aderentes, novos convertidos, homens e
mulheres, escravos e livres eram consumidos por
aquilo que faziam, inteiramente dedicados às
suas tarefas, envolvidos plenamente pela visão
ampla da obra de Deus. As divergências
culturais, as perseguições terríveis, as prisões
fétidas, os tiranos obstinados não conseguiram
tirar-lhes a determinação e dedicação de fazer a
obra missionária. Não eram obstinados pela fama,
pois esta é humana e passageira; eram
apaixonados pelo engrandecimento do Reino
de Deus e a glorificação do nome de Jesus
Cristo.
Para ser um missionário, deve-se ter primeiro
uma chamada; não é questão de escolha, mas de
vocação divina. A única escolha é obedecer.
(Fonte: www.sepoangol.org)
AS
BIBLIOGRAFIAS MISSIONÁRIAS DA BÍBLIA
A Bíblia fala, até várias vezes, sobre pessoas
que viveram por algum tempo no exterior para
servir ao Senhor. Temos os exemplos de Abraão,
José, Moisés, Daniel, Jonas e de Paulo, para não
esquecer a mudança radical de Jesus quando se
encarnou e nasceu
neste mundo.
Alguns deles receberam um chamado específico,
sabendo antes de sair que iam ministrar o Reino
de Deus. Este é o caso de Abraão, de Moisés e de
Paulo. Outros, por exemplo, José e Daniel, foram
dirigidos ao exterior contra sua vontade, tendo
sido presos, enfrentado inimigos pessoais, ou
ainda sofrido opressão política.
As biografias bíblicas apresentam essas pessoas
com sua força e suas fraquezas. O leitor, ao ler
a história deles, aprende com suas experiências,
suas tentações, suas quedas e suas vitórias.
Através disso, aquelas pessoas se aproximaram do
Senhor, passando por um crescimento pessoal ao
serem formados por Deus para assumirem o
ministério que Ele lhes pediu para cumprir.
Quem não tinha expectativa alguma de se tornar
um servo de Deus no exterior, em meio às tensão
e aos conflitos, era José. É fácil imaginar seu
medo e suas angústias quando seus irmãos
naturais o deixaram na cisterna para depois ser
vendido aos mercadores midianitas que o levaram
para o Egito. Através da sua paciência e da sua
esperança na fidelidade de Deus, o Senhor o
levou a ser o primeiro ministro do rei. Mais
tarde, ele conseguiu ajudar seus parentes que na
época passavam fome. Depois da morte do seu pai,
ele testemunhou que Deus transformou em bem o
que os irmãos tinham feito de mal contra ele.
Assim, José era um testemunho diante das
autoridades de Egito e diante
dos seus parentes.
Quem não se impressiona com Daniel ao observar
sua firmeza perante o rei babilônio? Em vez de
comprometer sua fé em Deus, ao obedecer a ordem
do rei
da Babilônia, ele fez uma contra-proposta, para
demonstrar seu respeito pelas leis
governamentais, sem rejeitar sua fé judaica.
Assim, Daniel se tornou o meio de Deus para
levar o rei a crer Nele. (Dn.4.37)
Quem foi rumo ao exterior, já chamado para
servir ao Senhor, foi Abraão. A mudança dele foi
radical, porque saiu da sua terra sem saber para
onde ir.
A obediência ao chamado divino resultou no
nascimento e crescimento do povo judeu, sendo a
preparação da primeira vinda de Jesus.
Assim, as pessoas modestas e humildes da Bíblia
se tornaram grandes homens porque deixaram Deus
transformá-los, para assim poderem levar o
testemunho do Reino àqueles que viviam sem
conhecimento pessoal da existência do Senhor.
Fonte: www.abub.org.br
NÃO ENVIE MISSIONÁRIO!
Não envie missionário se você for esquecê-lo.
Não envie missionário se você não quiser
mantê-lo.
Não envie missionário se você não quiser
ajudá-lo.
Não envie missionário se você quiser somente
retorno financeiro.
Não envie missionário somente com palavras, sem
ação de fato.
Não envie missionário para cobrar resultados
rápidos.
Não envie missionário se julgar que um
missionário é um super-homem.
Não envie missionário somente para fazer nome.
Não envie missionário se vai deixar faltar-lhe o
pão.L
Não envie missionário se vai faltar-lhe
comunicação.
Não envie missionário se teu coração não for com
ele.
Não envie missionário se não é capaz de amá-lo.
Somente envie missionário se há em tua vida e
coração, amor e compromisso com missões!
Fonte: www.semipa.org.br
UMA
ABORDAGEM DA OBRA MISSIONÁRIA
Missões se baseia na disposição de Deus em
ocupar-se com a situação complicada da vida
humana não somente enquanto formado de acordo
com a sua cultura e valores, mas também enquanto
um povo deformado pelo pecado.
A contextualização tem a sua base no processo
pelo qual o próprio Deus se utiliza como fonte
do estilo de vida de um povo, para se revelar a
ele.
Is 55: 6-11 indica que a vontade e propósito de
Deus pré-existem desde a eternidade, portanto
Ele antes mesmo de ser Criador era Salvador.
Outro aspecto que indica o processo de
contextualização no exemplo do próprio Deus na
sua relação para com a humanidade é que Ele
sempre se revelou dentro de formas humanas já
existentes.
Jesus se tornou o nosso modelo de
contextualização pois a Bíblia afirma que o
verbo se fez carne (Jo 1.14), e nessa condição,
ele experimentou dor, fome, tudo que fazia parte
da carne, ou seja da condição do ser humano que
ele se tornou.De fato, Ele nunca deixou de ser o
verbo eterno, mas optou pela identificação com o
ser humano.
Este é o principio da identificação sem perda da
identidade, é o principio que serve para o nosso
trabalho missionário transcultural.
Alguns se recusam a se identificar com o povo
com o qual querem servir. Preferem continuar
sendo eles mesmos evitando toda e qualquer
semelhança com os costumes do povo, permanecendo
agarrados a sua herança cultural, impondo a sua
própria cultura, desprezando a cultura receptora
e consequentemente praticando um imperialismo
cultural extremamente negativo para a obra
missionária
A missão mundial jamais começa do nada mas
dentro de uma cultura pré-existente. Portanto, o
ato missionário prescinde uma disposição de
identificação com a cultura do povo com o qual
se vai trabalhar.
. Segundo escreveu a missionária norte americana
Barbara Burns, no seu artigo "Teologia
contextualizada" - a integração da exegese
bíblica e estudos missiológicos, um dos
principais desafios no cumprimento da tarefa
missionária é a contextualização da Bíblia. E
que há muita questão e dificuldades para
conseguir comunicar os propósitos de Deus em
outras culturas.
CARTA DO APÓSTOLO PAULO
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